
Na comunidade Coqueiro de Mirangaba, a energia do samba de roda, os sabores da culinária e a beleza natural do lugar, sempre foram um impulso e alento para a resistência de seu povo na luta contra o preconceito racial e pela garantia do direito à terra e ao reconhecimento de território como quilombola.

Durante a realização do diagnóstico participativo, a equipe do Ater Agroecologia/Cofaspi identificou a forte participação das mulheres nas atividades formativas e produtivas, seja nos quintais com o urucum e hortaliças, no roçado com o cultivo da banana, do aipim ou do extrativismo de culturas típicas locais como o coco babaçu.
Elas trabalham desde o preparo do solo até a comercialização nas feiras da região. Também foi identificado o grande potencial para o turismo ecológico, gastronômico e cultural.


Na memória, guardam lembranças, de um tempo não tão distante, que faziam mutirões e digitóros, para fazerem o preparo da terra, os plantios ou a colheita, sempre animados com cantorias da tradição local. Atividades com espírito coletivo, solidariedade e que tornavam o trabalho mais leve.
Por meio das metodologias participativas, relataram suas dificuldades de acesso a políticas públicas e o distanciamento de instituições importantes para o fortalecimento da agricultura familiar e do turismo étnico comunitário na comunidade.




Os próximos passos é realizar um seminário de planejamento produtivo, com base nos dados e análises do diagnóstico.
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